quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

SÓ PARA QUEM GOSTA DE GAMES

Recife, 3 de janeiro de 2017.

18h32. Já estou com saudades do meu irmão. Provavelmente o veja hoje num encontro que fará com os amigos de Recife. Isso vai ser massa, eu espero. Mamãe pensa em aproveitar uma superpromoção de passagens e ir passar o aniversário dela lá na casa do meu irmão. Vamos ver se se concretiza mesmo. Enquanto isso, revi meus posts de Porto e vi que muitos erros passaram pela minha revisão. Dane-se. Vi também que três dos quatro posts receberam comentários... da Vaporfi! Hahahahaha. Pense em algo inesperado. Se eles soubessem o quanto estou puto por terem descontinuado a linha de cigarros eletrônico que uso...

Wii U, cadê você, meu fio?


18h44. Não consegui falar com o sogro do meu irmão para trazer um boneco para mim caso viaje para lá de AA primeira classe. Mas se for com mamãe, ainda mais para passar só 15 dias, vou ver se não levo mala nenhuma ou as levo vazias para trazer dois bonecos grandes. Ou um grande e vários pequenos. Não sei. Só sei que falei tanto em Wii U que acabei pedindo um de Natal. A encomenda foi feita dia 17 de dezembro com parcelamento sem juros a perder de vista e ainda não foi enviada. Espero que o fato de minha mãe ter pago a fatura do cartão hoje, faça as coisas acontecerem e eles me enviem logo o bendito videogame. Ainda não zerei o FarCry 3, mas adiantei bastante. Acho que só conseguirei passar da missão em que estou agora se tiver equipado um RPG e não o atual lançador de explosivos que tenho, pois tenho um tempo curtíssimo para explodir um tal caminhão. Acho que não dá para ir correndo até lá. E a arma que tenho capaz de explodir um caminhão não é de longo alcance, como o RPG é. Então, terei que abandonar a missão ir a um dos lugares onde posso comprar e trocar de armas e me reequipar. Provavelmente depois do FarCry 3 pularei direto para o Super Mario 3D World (que encomendei depois do videogame e já chegou aqui em casa [hoje, por sinal]), além do Mario Kart 8 que vem instalado no sistema, deixando o tão aguardado Persona 4 para depois destas duas delícias gamísticas. Digamos que o Mario Kart e o Super Mario são como comer um Sundae de Chocolate do McDonald’s ou um petit gateau da Gelateria Parmalat e o Persona 4 é como degustar um complexo prato de culinária contemporânea. E eu estou sedento por uma sobremesa dessas com que todo mundo se delicia facilmente e sem disposição para encarar o Persona 4. Com estes dois jogos zerados, o que consigo alcançar em uma semana de jogo, eu creio, aí encaro o Persona 4, pois só terei novos jogos para jogar se a tia da minha cunhada trouxer os que comprei no eBay quando voltar dos EUA em março. Se ela não trouxer, não sei como fazer. Talvez só se a viagem com mamãe se concretizar. Isso tudo se realmente me enviarem o videogame. Tenho forte esperanças que com o pagamento efetuado hoje, eles resolvam enviar amanhã. Seria um sonho. Tenho páginas já abertas no meu browser ensinando com ligar minha conta da Nintendo com a o meu Nintendo ID (que só pode ser criado com o videogame). Seria massa também se a tia da minha cunhada trouxesse os joguinhos. Tive a noite do dia 31 e o dia 1° todinhos para conversar e pedir a ela, mas tive vergonha. Estou com vergonha até de pedir a minha cunhada para falar com ela. Detesto pedir essas coisas. Mas vou tocar no assunto com minha cunhada hoje, eu espero, caso haja mesmo a festa e eu realmente vá. Não sei por que estou escrevendo tudo isso se acho que não vou publicar. Papo chato do carai. Só falando de videogames. Mais uma prova de quão limitado está o meu universo particular. Minha mãe está lidando melhor do que eu esperava com a quimioterapia, pelo menos com a primeira das três doses. Tem seus momentos de fraqueza, tem dores, mas tem momentos em que está aparentemente normal. O que é ótimo para ela. Espero que continue assim nas próximas sessões, embora, segundo o meu padrasto, suas defesas ficarão mais e mais baixas a cada nova dose dos remédios para debelar de vez o câncer. Fiquei feliz que são apenas três aplicações. Pensei que seriam umas seis. Já mamãe achou o número excessivo. Terá que ficar de molho até março. Mas é um preço miúdo a pagar para se livrar de uma doença letal. Será um grande motivo para comemorar se ela ficar completamente curada. Não sei mais o que dizer. Estou na expectativa do contato do meu irmão a respeito da festa de hoje. Chamei a Gatinha, mas até agora ela não deu retorno. Nem sei se viu as mensagens.

19h45. Liguei para ela agora. Ela não está muito animada em ir, então provavelmente não irá. Nem sei se eu vou. Vou tentar ligar pro celular do meu irmão pelo WhatsApp.

-x-x-x-x-

Recife, 4 de janeiro de 2017.

20h37. A festa ou encontro foi divertido. Música muito boa, até chegar ao pop coreano. Mas quem sou eu para falar de pop coreano sendo fã de Sandy e Junior? Não seria um local em que a Gatinha se sentiria confortável. Ou seria tanto quanto foi para mim, posto que as pessoas que eu conhecia, afora meu irmão e minha cunhada, passaram a maior parte do evento dançando. Não sei. Bom, fato é que resolvi não contatá-la para reafirmar o convite, achei que ela não viria mesmo, então não o fiz. Me senti um stranger por ser o único no meio da turma a não ter me reproduzido e não nutrir nenhuma expectativa disso. Não estou com saco de escrever, mas também não estou com saco para nenhuma outra coisa. O status do meu Wii U não saiu ainda do lugar mesmo após o pagamento do cartão da minha mãe. Espero que amanhã eles enviem a nota eletrônica e o videogame. Mas confesso que acho difícil. Bom eles deram como prazo de entrega dia 20 de janeiro, logo temos mais 16 dias pela frente. O joguinho que estava previsto para chegar somente no dia 17 de janeiro, chegou ontem. Gostaria que o mesmo acontecesse com o videogame, mas aparentemente, este outro fornecedor é deveras mais moroso que o do Super Mario. Só não quero que cancelem a minha encomenda. Ainda mais já tendo sido computadas duas parcelas no cartão da minha mãe e uma já ter sido inclusive paga. E o tal fornecedor voltou a oferecer o mesmo bundle do Wii U, pelo mesmo preço no Submarino, logo ele tem o console lá, por mais que no Submarino diga que há somente 3 unidades disponíveis. Tentei mandar um e-mail cobrando, mas não sei se este foi enviado pela pouco profissional página para enviar contendas do Submarino, posto que após clicar em enviar e esperar o alerta “enviando” desaparecer, não fui redirecionado para uma página de “mensagem enviada com êxito” como supus que deveria ocorrer ou como ocorre em todo site que se preze, portanto não sei se minha reclamação foi devidamente recebida pelo Submarino e repassada a quem de direito. Tudo isso me deixa com uma pulga atrás da orelha. Daqui a pouco fazem vinte dias da efetuação do pedido e nada de envio. Espero que eles tenham recebido lá de suas fontes que a primeira parcela foi devidamente paga e me mandem ainda esta semana o danado do Wii U. Houve uma demora de 24 horas para que o status do joguinho mudasse de “produto em transporte” para “produto entregue”, ou seja, recebi ontem, dia 3 e apareceu na página dos meus pedidos que o joguinho foi entregue hoje, dia 4. Pode ser que o mesmo tenha acontecido com o videogame e que amanhã apareça “produto em transporte”. Sei que isto é uma ansiedade boba num mundo em que Donald Trump controla a maior potência (inclusive bélica) do mundo. Mas no meu mundinho, com repertório cada vez mais restrito, um novo videogame é um portal para um novo universo. Aliás, um portal para um velho conhecido universo do qual sinto saudades e tenho necessidade de revisitar. É, afinal, um universo no qual entrei pela primeira vez aos meus onze ou doze anos e que só abandonei há cerca de cinco ou seis anos quando migrei para o PS3, para experimentar o outro lado dos games, este sim um universo completamente novo para mim. E muito interessante e, no mais das vezes, muito divertido, por mais que seja mais complexo e maduro que o universo da Nintendo. Certamente é um universo que revisitarei, pois ainda tenho vários jogos de PS3 para jogar. E não há muitos jogos de Wii U que me interessem, no máximo dez ou doze. Não passam de quinze. Minha esperança é que os jogos lançados para o Nintendo Switch sejam lançados também para Wii U, posto que o controle do Wii U tem muito mais funcionalidades que o do novo console da Nintendo, que será lançado em março. Não sei quanto à capacidade gráfica, talvez ele rode jogos em alta resolução, talvez até 4k, o que dificultaria e talvez impossibilitaria a conversão dos jogos para Wii U. Gostaria muito que não fosse o caso, dado o fato de que eles conseguiram transformar um jogo de Wii U em um jogo Switch, o Zelda Breath of the Wild. Se tal conversão foi feita, pode ser que o caminho inverso não seja assim tão impossível. Seria muito legal se isso ocorresse, pois aumentaria muito a vida útil do meu possível Wii U. Possível, não. Certo. Eu o conseguirei de uma maneira ou de outra, visto que já comprei alguns jogos para ele. Por falar nisso, falei com a minha cunhada que não tive coragem de pedir à sua tia para trazer os jogos que comprei nos EUA e minha cunhada falou que ela traria sem problema algum, o que me deixou bastante aliviado. Assim, em março terei mais jogos para jogar além dos três que terei aqui, o que vem instalado no videogame, o Super Mario 3D World e o Splatoon (o primeiro jogo essencialmente online que jogarei na vida, espero que seja divertido mesmo) que comprei usado, por um preço bastante camarada de um camarada aqui de Jaboatão, encontrado através de um grupo de Facebook. Neste grupo inclusive oferecem o serviço de destrave do Wii U e junto com ele todos os jogos que eu desejar do sistema. Entretanto não sou afeito a este tipo de expediente, tenho medo de perda da garantia e de ser impossibilitado de comprar jogos do “Virtual Console” pelo Wii U. O Virtual Console permite que se compre digitalmente jogos de sistemas antigos da Nintendo e se jogue no Wii U. Tem vários joguinhos que sempre quis jogar e não tive a oportunidade quando tive os consoles antigos ou que são de consoles que eu não tive, especialmente os portáteis. Nunca gostei de jogar em telas pequenas. Gosto da telona, principalmente agora que chego aos 40 e minha visão não é mais a mesma para coisas miúdas, além de que a posição para jogar jogos portáteis é desconfortável para o pescoço, então o Virtual Console é perfeito, pois baixo os joguinhos e jogo na minha televisão. Mas só comprarei jogos de Virtual Console quando zerar os que já comprei ou quando esses forem escasseando. Para não acabar todos os jogos bonitos, feitos para Wii U mesmo, talvez intercale um de Virtual Console com um de Wii U. Essa seria a estratégia perfeita, resta mamãe concordar. Os jogos variam entre cinco, oito e dez dólares, dependendo de que plataforma eles advenham. Quanto mais moderna a plataforma, mais caro o joguinho. Os que tenho mais interesse são de plataformas intermediárias como Super NES e GameBoy Advance, então cada joguinho sairia por oito dólares, eu creio. Oito dólares por mês não dá para depenar ninguém. Terei que negociar com a mama e, como a mama é “segura” com dinheiro, não sei se vai rolar. Estou empacado numa fase de FarCry 3, morro sem parar. Que saco. Acabei de morrer e vir para cá para desopilar. 22h51. “Deepthroat” é o nome da missão. Já consegui desarmar os alarmes antes de todos se virarem contra mim quando explodo o caminhão do chefe da máfia. Aí sou fuzilado rapidamente. Não dá nem tempo de me aplicar a mistura de ervas que restaura o meu sangue. Mas desabilitar o alarme já facilita muito, eu acho, pois não consigo chegar muito longe, aliás, nem consegui sair do lugar dessa última vez, pois tentei explodir o outro veículo também (que tem uma puta metralhadora acoplada que não para de atirar em mim), mas o tempo de recarga do RPG (que, graças, achei na fase) é muito grande e os bandidos acabam me matando antes que eu consiga tomar alguma atitude, como trocar de arma ou me aplicar sangue. Acho que vou deixar o carro com a metralhadora me metralhando e sair correndo mesmo. 23h00. Vou tentar de novo. Primeiro umas baforadas do meu Vaporfi, depois é bala. Talvez se soltar umas minas de proximidade antes de destruir o carro me salve dos primeiros soldados que vêm me fuzilar, mas não daria tempo. Tenho um tempo contado para destruir o veículo e prefiro usar a parte desse tempo que tenho para destruir o alarme e ficar com menos inimigos para me matar. Quando o alarme soa, a fase é infestada por um verdadeiro exército, por isso é melhor usar a curta janela de tempo que tenho para destruí-lo. E preciso trocar a arma que vou usar, vou ter que apelar para a metralhadora mais pesada que tenho para ter alguma chance.

23h08. Morri de novo. É de lascar. Tá muito difícil. O pior é que o remédio está me dando fome e só tem peixe cheio de espinha gelado para comer. Gelado não é o problema, o problema são as espinhas e o fato de ser peixe. Vou comer. 23h11.

23h37. Comi arroz com ketchup, sal temperado para churrasco, shoyu e manteiga de garrafa. Ah, já morri duas vezes no jogo novamente. Pelo menos uma das vezes fui o mais longe que havia ido até agora. Mamãe quer que eu durma cedo hoje, pois quer me levar ao Manicômio para buscar mais receitas de remédio. Que saco. Mencionou o CAPS também, só não entendi o contexto. Não estou muito bom do juízo. Ando meio down. Sem razão aparente. Talvez seja o fato de não estar saindo muito de casa, ou, mais especificamente, do meu quarto. Bateu a vontade de fumar um cigarro.

23h56. Fumei um dos meus últimos cigarros. Morri mais uma vez, desisti por hoje. Em tese, tenho que ir dormir dentro em pouco, mas não estou com o mínimo sono. Acho mais provável eu virar a noite. Sinto uma disposição para isto. Poderia fazê-lo digitando o Diário de uma Clínica de Drogados, mas isso seria por demais entediante. Não arrisco começar Persona 4 e meu Wii U chegar e eu ficar entre a cruz e a espada. Certamente daria uma pausa no Persona 4, o que arruinaria a experiência como espero que ela seja. Por falar nisso, não sei onde colocarei o meu Wii U na balbúrdia que é o meu quarto. Talvez tenha que desarmar o meu Blu-Ray player. É a única solução plausível que vejo. E torcer para que o cabo HDMI do Wii U chegue até a TV. Senão uso o do Blu-Ray mesmo. Não é possível que o HDMI do Wii U seja diferente e tenha uma entrada especial para o videogame. Acho que não. E acho que o cabo do Wii U é curto demais para chegar à TV de onde o Blu-Ray está. Vou assistir as coisas que quero em Blu-Ray antes do Wii U chegar. Se bem que eu acho que o Blu-Ray cabe embaixo da TV e posso liga-lo lá com o cabo do Wii U que acredito ser mais curto. É uma boa solução. Só queria que aparecesse “produto em transporte” amanhã no status dele. Ainda estou com fome. E o melhor, estou sentindo sono. Acho que vou acabar a Coca Zero que está aberta e ir dormir. E revisar publicar isso. 1h15.

1h21. Minha mãe, a tetéu, veio me mandar dormir enquanto estava na cozinha. Que saco. Dá vontade de ficar a noite inteira acordado por causa disso! Mas vou revisar e publicar e ir me deitar para ver se consigo dormir. O sono foi embora completamente com essa aparição que me enerva. Estou com vontade de fumar mais um cigarro.


1h45. Acabei de revisar mal e porcamente porque estou sem saco nenhum de revisar. Espero que não tenha passado nada de crasso. Se passou, passou. Vou publicar e priu.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

2016-11-30

Recife, 30 de novembro de 2016.

Faz muito tempo que não venho escrever aqui. Tenho me dedicado muito mais à escrita de um outro blog que criei e que nada tem a ver com este. Não faz tanto tempo assim, entretanto, que pego uma folha em branco sem ter idéia do que vai sair. Escrevi o equivalente a dois cadernos de 10 matérias na munheca, com canetas Bic azul – sequei três e meia escrevendo – e muita disposição. Minha intenção final é transcrever tudo para o Word, o que será uma tarefa que me tomará uns seis meses, pois não pretendo fazer nem com pressa, nem de uma forma estressante para mim, pois sou alérgico à estresse e isso só me faria desistir da empreitada. Fazendo aos poucos, exercito minha disciplina e autocontrole, coisas às quais eu sou moderadamente alérgico apenas. O sonho final, se meu senso crítico estiver baixo o suficiente, é transformar o material em um livro. Mas duvido que chegue tão longe. Tenho minhas dúvidas quanto a digitar o treco todo, que dirá tansformá-lo no objeto livro com ISBN e tudo o que tem direito? Além do que o livro feriria muitas sensibilidades e provavelmente arruinaria com preciosas amizades que cultivo com o maior carinho. Estes fatores são primordiais para que não publique o livro. É melhor que certas verdades minhas permaneçam assim, só minhas. Não sei. Tenho mania de me desobedecer, o que me leva a crer que nem digitar o texto se realizará. Vamos ver. O texto é um diário, bem ao estilo do 10° Passo de NA (Narcóticos Anônimos), onde reparto o que aconteceu de relevante e de irrelevante em dado dia. Ele cobre um período de dois meses da minha vida que foram, digamos, peculiares. Por isso, inclusive, foram escritos à mão. Só de pensar no trabalho que vai me dar reescrever aquele monte de baboseiras já me desanima. Mas enquanto escrevia, eu me prometi transformar tudo em formato digital. Então é o que tentarei fazer. Não me prometi publicar pelos motivos acima mencionados. Mas o desejo existe, quase como o desejo de usar ou de comprar um boneco que não posso. Falando em bonecos, não, não vou falar sobre isso, já basta o que tenho escrito sobre eles no outro blog; que talvez atinja a marca das cem mil visualizações, coisa que este recanto nunca atingirá a não ser que a vida dê muitas voltas. E o pior é que ela dá. O mundo gira e nós com ele, nesse balé louco e meticulosamente preciso ao redor do Sol e, por extensão, da Via Láctea, que deve ela mesma passear lentamente pelo Universo à medida que esse se expande e que corpos atraem corpos. Menos o meu, que parece ungido de algum repelente nesse sentido. Nada que me incomode muito. Nada que me incomode mais. Já me acomodei quase que completamente à solidão. Uma companheira talvez viesse baratinar toda a minha constelação de uma estrela só. Talvez a Dalva que, na verdade é Marte e é de onde cada vez mais sinto que deveras sou. Enclausurado no meu quarto, na minha caverna urbanoide que talvez seja reformulada agora no ano que vem para acomodar a minha coleção de bonecos, HQs, CDs, DVDs, Games e Coca-Colas. Duvido que haja paredes suficientes para todas estas coleções, pois além disso, tenho roupas e me foi prometida a velha cama de casal, que alegremente reparti por três ou quatro felizes anos com minha Gatinha, posta aqui no quarto. Só que agora ela está com um colchão enorme e não dormirei mais tão perto do chão, o que é bom para a velhice que se aproxima galopante (ano que vem entro – e não saio, provavelmente – nos “enta”) e péssimo para a coleção de bonecas, pois não posso coloca-las mais tão próximas da minha linha de visão sob pena de acertar as prateleiras com cabeçadas sonolentas durante a noite. Vamos ver. Parece que até uma arquiteta vai ser chamada – e isso se faz extremamente necessário – pois não sei como solucionar o dilema dos bonecos, cuja maior parte da coleção ainda se encontra nos EUA, no porão do meu irmão. O que há aqui no quarto já o abarrota de coisas, não deixando espaço sequer para mais nada. Tudo bem que estão ainda em suas caixas e isso torna o volume bem maior, mas a maioria dos bonecos grandes está na casa do meu irmão. Ou ainda nem chegou lá. Bom, o site tem as dimensões de todos os bonecos e isso servirá para a arquiteta(o) fazer seus cálculos e usar sua criatividade para com que tudo caiba – de forma visível a mim – nas estantes. Tudo isso levando em conta ainda que tenho uma TV que não é pequena e uma gama de eletrônicos diversos a serem conectados a ela, além de um som muito do fuleiro que “engasga” se o CD tiver muitas músicas / minutos e “engasga” também sem motivo aparente. Mas deixa tudo isso para lá. É futuro e quem vai quebrar a cabeça com isso não sou eu, mas a pobre da arquiteta. Há crianças na casa, duas, um menino e uma menina filhos da minha irmã que também cá está. Não interajo muito com eles porque são pequenos demais ou porque não quero essa responsabilidade de cativá-los e me ver obrigado a estar sempre presente. Mais chegarão em breve, pois meu irmão também virá passar 3 semanas aqui na Veneza Brasileira com os seus.

20h34. Joguei muito FarCry 3 agora e naveguei um pouco pela web. Estou sem saco para escrever mais. Estou meio saturado de escrever sobre mim depois dos cadernos. Fico por aqui.

Sagittarius

domingo, 21 de agosto de 2016

FIV E OUTRAS BABOSEIRAS

Fui ao FIV – Festivas de Inverno da Várzea – e achei o ambiente bastante peculiar. A Várzea aparenta ter uma comunidade própria que se aproxima da de Olinda, mas não completamente. Muitos rastas, muitos homossexuais, muitas morenas bonitas, negras bonitas, pouquíssimos obesos, gente geralmente da classe C média, muito aprazível. Não consegui dar em cima de ninguém e quem me apeteceu ou aparentava ser jovem demais ou já estava acompanhada. Muita maconha no ambiente e sabe-se lá mais o quê. A coca estava barata variando entre três a quatro reais. Fiquei perto de um lugar onde ela estava a três e cinquenta. Agora o Word tira tremas, que droga. Acabei de descobrir ao escrever cinquenta. Encontrei a psicóloga do meu grupo de CAPS. E devia ter seguido o conselho dela e perguntado onde ela estava bebendo sei lá o quê que não reparei o preço da Coca antes de ter pago quatro contos na minha (lá onde ela estava era três). Arrependi-me, mas foi também a última coca da noite, pois os meninos partiram para o antigo e eu queria pegar a festa da minha prima e vizinha. O que de fato fiz, interagindo muito pouco com os convidados restantes porque eles não estavam muito a fim de conversar comigo, o que me deixou levemente irritado. Ninguém gosta de ser ignorado e foi assim que me senti, mesmo quando eu puxei o papo. Tem nada não. Achei-os meio boçais, estes novos amigos dela que nunca havia visto antes. Bom, perderam de conversar com alguém superiormente interessante, com uma vivência completamente diversa da deles. Perdi pelo mesmo modo. Mas não foi escolha minha. Ainda penso em voltar lá. Já que ainda está rolando e a porta está aberta. Mas entrarei mais para comer alguma coisa e encher meu refil de coca quando acabar. Estou trêmulo. Isso é falta de comida.

2h56. Deixei a idéia besta de ir lá e comi aqui em casa mesmo. Acho que a tremedeira está começando a passar. Queria comer bife à milanesa com purê. Vou pedir a mamãe para ela pedir a Dona Carmelita fazer quando ela vier. Aliás, queria comer bife à milanesa com batatas fritas. Ia ser perfeito. Eu sei que eu estou de dieta, mas ela iria para uma pequena viagem interespacial nesse dia. Eu mereço, eu acho. Nem sei se mereço alguma coisa. Já tenho mais do que mereço, tendo em conta o meu passado, mas, que seria bom, isso seria.

Por falar em passado, encontrei um companheiro de internação na Villa Passos. Ele me pareceu muito bem. Fiquei muito contente com isso. Conheci finalmente sua família, a qual tinha sincera curiosidade de encontrar, já que ele falava incessantemente nela durante a internação. Foi interessante e com colocar rostos e corpos nos personagens de suas histórias.

Foi bom esse encontro. Ele me tratou com calor e animação, o contrário da receptividade que tive na festa da minha prima. Puxa, realmente a frieza, a meu ver infundada, dos amigos da minha prima realmente me incomodou, pois voltei a falar nisso. Vou deixar esse assunto de lado. Eu estou com a vida ganha, graças a Deus. E agradeço a ele aqui com certa fé. Não sei de onde vem, mas surge, sempre que penso nesse assunto da curatela. A paz de espírito que ela me garantiu. Nunca havia experimentado tamanho alívio na minha vida. E todos os dias me sinto grato por isso. Morro de medo de perder. Acho que nem sei o que aconteceria comigo. Mas não quero falar disso para não atrair. Não acredito muito na lei da atração. Mas por via das dúvidas. Mudar de assunto.

Como venho dizendo, tem me trazido um prazer enorme o outro blog. E agora, uma certa ansiedade, posto que estou ficando sem ter sobre o que escrever.

Estou escrevendo encontro instalo o jogo Evolve do qual comprei o boneco Goliath há mais de um ano e que agora é gratuito. O jogo é enorme. Parece que tem 19 GB. Não sei nem se vai rodar nessa máquina, mas, como comprei o boneco, quero testar o jogo. Só para ver como é. Se não gostar ou não rodar, apago.


Faltam dez horas de download até eu poder instalar o jogo e ver se o meu computador roda. Cara como me arrependo de não ter comprado o outro computador... mas tudo conspirou contra. É a vida. Não tenho do que reclamar. Tenho um computador relativamente rápido, pelo menos para coisas não tridimensionais (como jogos ou ZBrush, que também não sei nem para onde vai :P). Tenho dois blogs que me preenchem o tempo, me preenchendo assim. Tenho um PS3 com vários jogos e acho que aprendi como consertar a armadura do meu personagem no Diablo 3, pois só faço morrer porque minha armadura está toda danificada. O ícone, além de partido em três partes, ficou vermelho agora. Aí, em qualquer luta que entro, me lasco. Espero que tenha entendido as coordenadas do meu amigo fã de Diablo (que estava conosco no FIV) e consiga reparar meus equipamentos. Aprendi que posso vender os itens que não quero do jogo (e pensar que joguei várias dezenas fora...) e fazer uma grana extra para poder pagar o conserto das minha armadura. Vou testar isso amanhã. Acho... Ando tão sem paciência para videogame ultimamente... E isso me incomoda bastante, pois tem zilhões de jogos irados que eu quero jogar e vou jogar. Não é possível. E ver filmes também. Preciso me reeducar a ver um filme por dia. Vamos ver se consigo pôr essas duas coisas em prática, quem sabe amanhã. Quem sabe... não sei de que horas eu vou acordar... só sei que vou acordar debaixo de esporro porque certamente, indo dormir mais de 3h43 da manhã eu vou acordar tarde. E aí enfrentarei um surto de mau humor por uma hora, pelo menos. Mas assim é minha vida, com seus percalços, mas finalmente agradável de ser vivida. Vou ficar por aqui, senão o “tetéu” vai aparecer aqui furioso.

10 horas de download...