sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Usabilidade x familiaridade





Eu fiz a cagada de mudar o modo de visualização das ferramentas de edição do meu blog para a versão atualizada e, teoricamente, melhorada. Me fodi porque não acho o botão para voltar ao modo anterior e não tenho familiaridade nenhuma com a nova interface. Achei a interface muito mais complicada e, mesmo assim, com menos recursos. Não consigo mais manipular certos gadgets do meu blog, uma merda total. É o problema de se ver obrigado a mudar para algo novo quando o antigo estava funcionando às mil maravilhas. A familiaridade é algo importante e muito pouco considerado no desenvolvimento de UIs (user interfaces). Talvez a nova interface do blogspot seja realmente mais intuitiva e prática, mas, por ser nova e, portanto, inóspita eu ainda não consiga ver isso. Sofri da mesma forma quando me vi obrigado a mudar do Corel Draw para o Free Hand porque a moda na Publicidade à época ditava que era melhor. Foi horrível, como abandonar a faixa preta no caratê para virar faixa branca no judô. Arrumei um jeito de voltar ao Corel o mais rápido que pude. E a produzir coisas com a mesma qualidade que meus parceiros que usavam o outro programa.

Da mesma maneira, eu que cresci usando mouse e teclado, tenho enorme resistência e nenhum interesse em migrar para os tablets. O que faço no computador é principalmente escrever e usar o Corel Draw, além de navegar na internet, claro. Não consigo conceber, em nenhuma dessas atividades, como o tablet pode me oferecer uma interação mais confortável e eficiente que o teclado e o mouse. Escrever na tela? Tô fora. Editar um gráfico tendo mãos e dedos grossos na frente dele, impedindo a visão e a precisão? Não funciona. Internet? No máximo empata. O que eu ganharia em portabilidade com o tablet perderia em todo o resto. O tablet é uma ferramenta para entretenimento e exploração de conteúdo, não para a geração de conteúdo. Para criar conteúdo, eu fico com o meu notebook, seu teclado e o bom e velho mouse.
O que vocês acham?

P.S.: um exemplo claro de como é mais difícil editar textos num tablet é a ação de selecionar textos. Com o mouse é muito simples, basta clicar e arrastar o mouse sobre o texto. No tablet – pelo menos no editor de texto da Apple no iPad – são necessários vários comandos e um dedo firme para alcançar o mesmo resultado.

4 comentários:

  1. Sou a favor da funcionalidade. Essa decorre do momento em que a criatividade se encontra.O tablet tem a grande vantagem deu poder ler deitado, sem o peso do note em cima de mim. Já o note possui uma melhor interface para quando eu quiser fazer várias coisas ao mesmo tempo.

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  2. A troca de interface de laptop para tablet é uma mistura, ao meu ver, de quatro fatores.

    1 - Marketing: se a indústria foi capaz de convencer muitos celular era umanecessidade, depois celular com apps é aidna melhor, por que parar aí?

    2 - Ser (ter) melhor que os outros, unido à curiosidade que acarreta em inveja. Os três levam a uma reação econômico-social em cadeia chamada moda.

    3 - Pessoas são preguiçosas. As pessoas não precisam de teclado e mosue por que elas não querem criar nada, mas usarem serviços e serem entretidas nas poucas horas que têm para evitar pensar nos problemas do mundo, como o burro que segue a comida pendurada numa vara em sua frente sem ligar para onde estão andando.

    4 - As pessoas estão cansadas de navegar na internet e verificar seus compromissos usando seus smart phones com telas pequenas;

    Eu, em particular, ainda prefiro o teclado, principalmente por conta do feedback sonoro e táctil que ele provê. E para desenhar sem o mouse é barra mesmo. Mas, talvez, com ajuda de uma caneta, a tela sensível a toque não seja tão mal assim. Talvez, até, aproxime-se mais do tradicional bloco de notas e caneta e,com isso, torne-se um interface superior e de mais fácil uso.

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  3. Eu fico receoso quando empurram novidades goela abaixo, por serem, a princípio, mais usuais. O exemplo claro, pra mim, é o kinect. Já sou meio preconceituoso com o wii, de ficar se mexendo e tal. Imagina sem botões... quero controlar um super-ninja do oeste sentado, imóvel, só com meus dedos - afinal, não sou um ninja.

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  4. Leo, senti isso com o Zelda novo e seu controle 1 para 1. Quero me divertir matando os bichos, não fazer ginástica ou virar espadachim.

    Scrobby 4, gostei da sua definição de moda.

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