sábado, 25 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 – Adendo


Estou meio distante do blog. Muito mais do que um amigo gostaria. “Escreva diariamente”, ele disse. Por isso sento aqui, a 1h02 da manhã para colocar algumas palavras a mais no mundo. Sim! Preciso acrescentar dois fatos do carnaval que deixei de relatar no post anterior sobre o assunto. Primeiramente, não poderia ter esquecido jamais de falar das fantasias do meu primo e de seu amigo espanhol de médicos que ofereciam mamografia grátis. Além do jaleco branco com os dizeres “médicos para mulheres” e luvas cirúrgicas, eles traziam, cada um, o seguinte adorno na cabeça:



O pitoco marrom à direita era uma foto de dois peitões tirada da Playboy
que eles desenrolavam e mostravam às pacientes como resultado do exame. Hilário.

Não é necessário dizer que fizeram muita gente rir e que muitas pessoas pediram para tirar fotos com eles. Mas o que mais me impressionou é que houve mulher que meteu os peitos na caixa, inclusive levantando a blusa. Coisas de carnaval. Parece que a fantasia também facilitou pegar algumas pacientes para uma consulta mais íntima. Meu primo disse que foi o melhor carnaval de sua vida. Adorou a brincadeira.
A outra coisa relevante do carnaval que deixei de mencionar foi a crise de riso que tive ao chegar em casa depois do Baile do Chapolin. Meu padrasto estava ouvindo uma entrevista na internet e, para ressaltar alguns trechos do depoimento, o editor repetia a fala do entrevistado umas duas ou três vezes seguidas. Minha mãe, do outro lado da sala, sem entender nada, perguntou se não era uma brincadeira como aquela do sanduíche-íche-íche. Meu irmão, bastou isso. Tive uma crise de riso de uns cinco minutos. Cada vez que estava me recuperando o cara repetia uma palavra no vídeo e eu começava a me estourar de novo. Muito bom. Foi minha crise de riso bienal. É muito raro eu gargalhar, muito raro mesmo. Que dirá uma crise de riso. Acho que é raro porque quando eu era guri eu tinha crises de asma quando ria demais, então me condicionei a não achar graça. É um pouco triste isso, eu acho. Ver a graça e não achar graça de fato. Tem que ser algo totalmente inusitado e ridículo para eu rir. Não pode ser intencionalmente cômico. Bom, não importa. Por ser tão raro, tanto mais precioso é para mim e cada gargalhada ou crise de riso se torna inesquecível como um beijo apaixonado.

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Amanhã, aliás, hoje, às 17h, vai haver o casamento de dois grandes amigos meus. Vai ser uma oportunidade única de rever vários rostos amados dos quais a minha vida trôpega me afastou nos últimos anos. Por falar nisso, antes de começar a escrever este post, estava gravando algumas músicas para levar num pen drive para a festa. Meu primo vai ser o DJ, mas, quem sabe, não arrumo uma brechinha para tocar as memórias dos meus amigos. Botei Erasure, When In Rome, Placebo, Doors, Chico Science... coisas que certamente não estão no set list dele. Se não der, também não importa. Espero, isso sim, voltar aqui para narrar memórias bonitas e felizes deste acontecimento. E, mais que tudo, espero beber e não fazer nenhuma merda, não passar nem fazer passar nenhuma vergonha. Que meu subconsciente me ouça.

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Fazer o desenho da caixa para botar de ilustração do post.

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