terça-feira, 16 de janeiro de 2018

SAÍDA E CRISE DE TÉDIO FORTE



21h06. Hoje vou sair para o Forró do seu Vital no Poço da Panela. Estou com uma preguiça monstra de ir, mas dentro de dez minutos entrarei no banho. Tenho que encarar o mundão, a sociedade, as pessoas. Acho que vou repetir os meus comandos “eu gosto de mim” e “eu tomo a iniciativa” antes de ir. Durante o banho. Quero tomar um banho longo e relaxante. Mamãe abriu uma das malas que ao que parece foi inspecionada pela alfândega. Foi aberta por alguém, não há dúvida. Um dos cadeados estava dentro da mala. Mamãe conseguiu trancar o cadeado em um dos zíperes e perder a chave. Por isso, comprou um novo cadeado para unir os dois zíperes e a mala com ambos os cadeados foi embarcada. O cadeado que da chave perdida foi o que estava dentro da mala. Curioso. Fizeram até um favor a mamãe. Queria que meu Vaporfi estivesse dentro da mala que abriu. Estou gastando o meu estoque de cigarros rapidamente por conta da ausência do meu cigarro eletrônico. Conquistei uma torre no Zelda. E cheguei a um novo Shrine, no qual fui morto. Desisti do jogo e decidi, por conta do horário, me preparar para a noite. Mas como estou sem saco de ir. Sei também que se não for me arrependerei. Então o melhor é criar coragem para ir. Vou encontrar com o meu primo-irmão lá. E uns amigos dele que ele não nomeou. Talvez sejam amigos que eu não conheça. Onde vou colocar a estátua do Coisa é que não sei. Como também não sei onde botar a do Homem-Aranha Simbionte e a de Rei do Evangelion. Falando em bonecos, não é possível que não deem mais nenhum lance na figura do Skeletor que está à venda no eBay. É quase um absurdo isso. O cara que deu o lance mínimo deve estar para lá de feliz. Hoje quando voltar, a depender do horário, acho que vou jogar o Mario Odyssey. Vou tomar banho. E deixar a vida me levar.

21h35. Ainda não tomei banho. Estava colocando a memória no celular de mamãe. Tenho que tomar. Já confirmei presença no grupo da turma.

2h14. Acabo de voltar do Forró do seu Vital. As frases mais marcantes foram, “Olinda é uma selva” e “Se você quiser ver uma selva, vá para o terminal do Barro”. A primeira me marcou porque me identifiquei com a definição; a segunda por imaginar o inferno em vida que certas pessoas passam para garantir o pão de cada dia. Ou qualquer outra coisa que desejem. O mundo me pareceu mais injusto e feio e selvagem. Selvagen-hê-êhem. Ouvi discursos a favor da privatização dos sistemas de ensino e de saúde e distribuição de planos de sáude para os mais necessitados e bolsas de estudos para os filhos dos mais necessitados, talvez até para necessitados mais velhos que quisessem se alfabetizar ou avançar no ensino de onde pararam por força das circunstâncias. Essa última possibilidade não foi aventada. Obviamente, os extratos mais ricos da população continuariam a pagar pelo ensino de seus filhos da mesma forma. O mesmo se daria na saúde, os menos favorecidos receberiam um plano de saúde gratuito e os favorecidos continuariam a pagar por ele. Em vez de oferecer um sistema de saúde ou educacional, o Estado gastaria menos oferecendo planos de saúde e bolsas escolares e, em teoria, a saúde e o ensino melhorariam devido às forças predatórias ou evolutivas do capitalismo. Acabar-se-iam assim com a corrupção e o corpo mole, por assim dizer, em ambas as searas. Ao menos foi assim que entendi. Também aprendi que o produto de entretenimento mais lucrativo da história mundial – afora, para alguns, a Bíblia – foi e é Grand Theft Auto V, jogo de videogame que arrecadou um bilhão de dólares só no dia de lançamento. É um jogo que preciso jogar, tenho aqui à minha disposição, deve ter algo de especial nele. O segundo lugar foi para outro videogame, Fallout 4, que no dia de lançamento fez cair o movimento de um famoso site pornô em 60%. Também soube de uma mãe que vai pegar e deixar a filha em raves e sabe que ela toma ecstasy e sabe-se lá mais o que nas festas, mas vai buscá-la e pegá-la mesmo assim, pois sabe como é ser jovem e sabe que a filha faria isso de uma forma ou de outra, como ela, mãe, fez à revelia dos seus pais e como todo jovem faz. É uma visão bastante progressista, eu diria. E ao mesmo superprotetora. Curiosa a mistura. Ela teve a filha aos 16 anos, então as duas, segundo ela têm quase a mesma idade. Mais curioso ainda. Não procurei mais detalhes, nem achei pertinente fazê-lo, a história para mim já estava boa desse tamanho. O marido sonha abrir uma clínica modelo de reabilitação e reinserção social de drogados e eu fiquei na minha. Mas eu vou dizer aqui o que eu pensei, só eu sei o que eu passei e para mim, se não há uma decisão sincera e uma assunção de que se é dominado pela substância e não o contrário, que se é escravo da substância bem da verdade, incorporar essa triste e dura realidade para alguém completamente habituado a ter prazer com a droga, tal pessoa não vai ver as correntes e querer se livrar delas. Eu precisei do “O que é um adicto” do NA e do Primeiro Passo da mesma instituição, “admitir-se impotente perante a droga”, para conseguir me desvencilhar dela. Ainda tive a sorte de estar tendo somente apagões quando a utilizava, o que, sem dúvida contribuiu, como contribuiu a nefasta realidade que viria como preço do prazer, a internação compulsória numa instituição, não igual, mas semelhante a que o marido queria abrir. Tenho agora à minha frente o Homem-Aranha Simbionte e a Rei Ayanami. Duas que vieram fora das caixas para o Brasil. Só falta o Coisa. Esse nem sei onde vou colocar, mas só consigo ver do outro lado do computador. Ficará massa. E sem espaço para colocar mais nada em volta. Falando em bonecas mais um pouco, o Skeletor levou outro lance, está agora com 305 dólares. Isso me dá um pouco mais de esperança de garantir a venda da imagem por um custo líquido de 300 dólares, subtraindo-se todos os descontos do eBay e do PayPal. Seria ótimo que chegasse a 400. E um sonho se ultrapasse 500. É esperar para ver.

3h05. Comi dois sanduíches caprichados agora. Caprichados, é exagero. Caprichados seriam se tivesse posto cebolas neles. É um vegetal que gosto bastante. Ainda estou com fome. Estava pensando em encarar um prato de cereal com leite e Toddy, mas não acho que é para tanto. Posso esperar o estômago entender que há comida nele e relaxar só nisso. Talvez um copo de leite quente, também com Toddy, fosse bem-vindo. Vou maturar a ideia. Mais sobre a noite? Meu amigo professor ficou indignado comigo porque tenho o Mario Maker e o Last of Us e nunca joguei. Mas ficou feliz de eu ter escolhido o Switch. Além disso, meu primo-irmão, também defensor de um Estado menos inchado que o nosso, falou do dilema em que está, entre tentar trocar e permanecer na instituição que o faz sofrer, tendo cada dia de trabalho como um pequeno e certo martírio. Concordei que talvez ele estivesse supercompensando na bebida as frustrações do trabalho infeliz.

3h29. Fui comer Farinha Láctea velha, fumar um cigarro e colocar mais Coca. Quero que mamãe ache logo o Vaporfi nas malas. Por sinal, veio um bilhete dentro da mala, alertando-a que a mesma havia sido vistoriada. Interessante. E foi pelos gringos que o negócio estava em inglês. Olho para os bonecos à minha frente e isso me enche de uma sensação boa, de certo encantamento pela beleza das figuras, acho-as fascinantes. Vou tentar ver com a arquiteta se ela consegue colocar todas as bonecas desse lado. Seria o máximo. Lembrei de uma frase que o primogênito do meu irmão disse ao seu irmão do meio quando esse respondeu que não se incomodava em perder, ele disse algo como não há razão para brincar/jogar se não for para ganhar. Duas personalidades bem distintas nesse aspecto. Minha mãe achou meu irmão mais apegado ao filho do meio. Eu não sei aferir essas coisas. Volta e meia eu estico a mão instintivamente à procura do Vaporfi. Saco isso. O Vaporfi faz parte importante e integral da minha vida. Não sei viver sem ele, só se for fumando cigarros de verdade. Será que fui inapropriado em algum momento essa noite? Acho que não. Eu tive uma crise de praticamente sonambulismo ontem, fiquei com fome no meio da noite e levantei meio dormindo, meio acordado, oscilando entre momentos de sono e de quase inconsciente vigília e ataquei o Ovomaltine e o Toddy. O ozzy, que me preocupou, mostrando o pouco controle e consciência que tenho dos meus atos nesse estado, foi que guardei o Toddy no congelador da geladeira sem lembrar de nada. Quando fui pegar o gelo lá hoje, descobri o recipiente. A priori, o que me deixou ainda mais preocupado, foi achar que minha mãe teria feito aquilo. Só depois que ela reiterou que não foi ela, me veio à mente as lembranças que havia comido os dois achocolatados com o maior esforço, pois estava dormindo em pé. Ficava oscilando entre o acordado e o dormindo e me foi muito penoso comer dessa forma. Com essa lembrança se tornou completamente possível que tenha sido eu a guardar o Toddy na geladeira. Isso me deixa um pouco assustado em relação ao que poderei fazer uma próxima vez.

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16h06. Acabei de acordar e fui fumar um cigarro. O hall está com cheiro forte de cola, acho que devem estar pregando os armários da cozinha de titia. Mamãe está desconfiada, achando que fui eu quem cheirou. Bom, estou de consciência limpa. Uma das melhores sensações que eu conheço, essa convicção do ser de que não fez o malfeito de que é acusado. Ruim é ser punido mesmo assim, mas não creio que vá acontecer dessa vez.

16h49. Acabei de almoçar, guardar os pratos no lava-louças e trazer o resto dos bonecos aqui para o quarto. A fantástica faxineira vai ter que achar espaço no quarto para guarda-los todos, pois dois ficaram no chão, a Hatsune Miku Mebae Version e o Coringa pintado pelo meu amigo do maravilhoso mundo dos bonecos. Não me incomoda que fiquem no chão, pois estão bem protegidos. O Coisa eu coloquei numa estante alta, pois não queria perder todo o meu espaço ao lado do computador, mas estou quase mudando de ideia. Tenho muito tempo para decidir. Acho que a fantástica faxineira novamente pode me ajudar nessa questão. O manterei até quinta, dia em que ela vem, lá. O que queria fazer agora? Dormir mais. Mas acho que minha mãe, desconfiada e paranoica que está, acharia muito suspeito e descarregaria suas suspeições em forma de esporro para cima de mim. Tô fora. Não estou com vontade de jogar Switch no momento. Ainda estou despertando. E me encontro numa parte do Zelda que certamente me fará morrer muitas vezes. No Mario estou numa fase chata em que não consigo pegar lua nenhuma. Não deveria ter ido para tal fase, deveria ter seguido o que o jogo me indicava. Queria achar o meu Vaporfi. Minha mãe disse que o localizou, mas não conseguir achar entre os itens que estavam em cima da mesa. Não vou sair hoje. Não estou com o mínimo de vontade. Só falta eu não ir e a garota da noite aparecer por lá. Meu ombro direito está meio danificado. É a PVC (Porra da Velhice Chegando) e o uso excessivo do computador. Pode ser que o fato de dormir com a cabeça em cima desse braço ajude. Mas antes fazia tudo isso e não sentia dor. É certo que nunca escrevi tanto na vida como desde que me aposentei, por isso acredito que a causa mor da minha dor no ombro advenha da escrita. Acho este Zelda o mais difícil que já joguei. Nunca morri tanto em um jogo da franquia. O pessoal está querendo ir para o Bloco do Nada. Há uma possibilidade de a garota da noite ir. Isso ao mesmo tempo que me instiga me mete o maior medo. Meu primo-irmão disse que vai começar a aprender as técnicas de hipnose. Achei que o meu amigo professor está pegando muito pesado na birita. Ontem o vi mais bêbado que nunca, com a língua enrolada, incapaz de andar em linha reta e praticamente dormindo em pé. Pensei ter recebido um lance no Skeletor, mas foi só uma propaganda do eBay que chegou ao meu celular. Por sinal, meu celular só está com 16 GB livres, não entendo por quê. O que mudou dos EUA para cá foi que coloquei o chip e instalei o WhatsApp e o Uber. O WhatsApp tinha mais de 1.300 mensagens não lidas, contando imagens e vídeos, mas apaguei as mensagens dos grupos com mais publicações. Acho mesmo é que o celular mostra ao contrário, mostra o que está sendo usado e não o que está livre. Meu amigo professor estava certo, o custo de produção de um videogame blockbuster equivale ao preço de uma superprodução do cinema. O já mencionado GTA V custou 265 milhões de dólares para ser feito, tornando-se assim o videogame mais caro da história. É um valor que está no nível das superproduções do cinema, embora talvez haja produções mais caras do que essa. Acredito que Avatar, o filme mais caro já feito, até onde eu sei, ultrapasse essa marca. Achei o Vaporfi, estou tossindo adoidado por causa dele e suando também. Liguei o ar. Só um pouquinho, enquanto me aclimato à temperatura. Eu acho que eu não vou comprar mais nenhum videogame em minha vida. O Switch foi o meu último. Não tenho mais a sanha de jogar como tinha antigamente. Antigamente, nesse exato momento, tendo um Zelda e um Mario de um console novo para jogar, não estaria aqui escrevendo nem a pau. Não estaria fazendo outra coisa que não jogando os games. Não tenho mais essa febre em mim. Acho que é o primeiro teste de hipnose que farei com meu primo-irmão. Não é o que mais necessito, mas é algo que eu quero muito e tenho um bloqueio que não sei de onde vem nem por que vem. Isso me incomoda muito. O segundo é em relação às garotas. O som já deu aquele defeito de conexão com o computador. Diz que está conectado quando não está. Saco. Será que vou para esse Bloco do Nada? Acho que não. Acho que estou ficando velho realmente. Se for para deixar essa possibilidade de ir em aberto, preciso carregar o meu celular. Sem ele, sem Uber. E a bateria está em 8% ou menos. 6%. E já são 18h03. O pessoal quer ir por volta das 20h00, 21h00.

18h07. Pronto, coloquei para carregar. Estou sem vontade de fazer nada hoje além de escrever. Prevejo que acabarei indo para o Bloco do Nada, entretanto. Ou não. Não há a vontade que havia ontem de sair. E sinceramente a possibilidade de encontrar com a garota da noite me assusta e me põe contra participar do programa. A probabilidade de ela ir nem é tão grande assim, logo, não deveria ter medo. Aliás, não deveria ter medo de forma nenhuma, mesmo com a sua presença lá.

18h26. Fui ler a matéria sobre GTA V, bastante interessante, muito conteúdo condensado em poucas linhas. Esse meu bloqueio para videogames me incomoda particularmente hoje. Acho que mamãe não vai querer que eu saia, devido ao estresse da cola, que espero que ela tenha desencanado de que fui eu. Coloquei o celular para carregar no banheiro, mas consigo ouvir as suas notificações daqui, pois não estou ouvindo música. Teria que reiniciar o computador para poder ouvir e não estou com disposição para fazer isso agora. Hoje estou chato. Me alegra entretanto ver o Homem-Aranha e a Rei Ayanami aqui ao lado do computador. Me instiguei, vou colocar o Coisa aqui.

18h38. Coloquei, mas ele é muito gigante para figurar ao lado do meu computador, não gostei. Fica muito tumultuado visualmente o ambiente. Vai voltar lá para cima. Estou quase com vontade de me desfazer dele. Mas acho que com as demais figuras de 1/4 ele fique figure com mais harmonia. É um boneco realmente grande. E do tempo em que os bonecos viam todos montados, não como hoje em que vêm separados num sem número de peças, o que acho feio e um saco para montar. Ele vai voltar lá para cima assim que tiver o celular de volta aqui, pois não há espaço para as duas coisas ao redor do meu computador. Fico feliz de ter terminado a minha coleção com a Red Sonja. Não preciso de mais bonecos. Quero ainda os que estão na casa do meu irmão, mas além desses não quero nenhum. Quando vejo a enormidade do Coisa, quase me arrependo de ter tantos. Mas acredito que eles vão ficar bem na prateleira que sonho em fazer. Tomara. A arquiteta vai ter que ser muito ninja para dar um jeito no meu quarto e acomodar todas as minhas figuras. Por que fui me meter nessa de colecionador? Gosto das pequenas à minha frente, mas o Coisa... e ainda vem o gigantesco busto do Hulk, que eu acho que não vai caber onde eu quero, pois isso vai de encontro a minha vontade de ter a prateleira de bonecos grandes à minha frente. Novamente, a arquiteta terá que dar um jeito. Não sou eu o mestre do aproveitamento de espaços. Sabe de uma coisa? Não é problema para agora, não é bem problema meu, por mais que seja, vou é deixar para lá por ora. O que está causando todas essas elucubrações é o danado do Coisa aqui do meu lado. Vai sair daqui em breve. Hoje não estou num dia bom. Esse post está muito fragmentado e repetitivo. Desliguei o ar e estou novamente com calor. Minha mãe acordou. Está espirrando. Vou comunicá-la do Bloco do Nada e começar as negociações para a minha ida. Quero ter a permissão, mesmo que não vá. Mas minha alma já se inclina mais para essa possibilidade. Meu amigo professor sente-se mais gordo e isso é algo que o incomoda bastante. É algo que me incomoda também. Ganhei durante a viagem praticamente todos os quilos que perdi, o que é deveras frustrante. Espero recomeçar a minha dieta assim que as Cocas Zero acabarem. Só há duas e meia. Não durará nem até a segunda, eu suponho.

19h13. Eu falei com a minha mãe e ela já liberou a minha ida para o Bloco do Nada. Estou mais animado para essa empreitada. Acabarei indo. É melhor do que ficar aqui a cismar. Acho que mamãe gostou de eu ter colocado os bonecos aqui ao meu lado. Não disse nada, mas algo mais sutil na forma como me abordou sugeriu essa percepção. As pontas dos meus dedos ainda estão dormentes, não sei o que é isso e não criarei teorias sobre as causas, seria o mesmo que querer ver sombras no escuro. Sinto que não me divertirei no Bloco do Nada tanto quanto me diverti no Forró do Vital, pois não será tão fácil interagir com o barulho e o movimento do lugar. Creio que meu primo-irmão vá querer ir para caçar garotas. A sala está um caos com todas as malas desfeitas. Fiquei feliz que todos os meus bonecos chegaram quase sãos e salvos, só se quebrou um dos quatro pinos de apoio da Rei Ayanami à base, mas ela fica no lugar mesmo assim. Se não ficar, meto Superbonder e aí quero ver ela cair. Já estou mais aclimatado com o Coisa ao meu lado, mas a falta de espaço para o celular me fará tirá-lo daqui. Tentarei tirar uma foto da situação quando o meu celular carregar. Talvez o celular caiba se eu colocar o controle do som em cima da impressora. Se assim for, o Coisa permanecerá aqui. Sei que as minhas opiniões vão se transformando à medida que escrevo e não vejo mal nisso. Eu sou um ser humano e a minha psique é dinâmica e moldada ao sabor da minha reação aos acontecimentos. Não sei se psique é o termo correto, mas foi o que me veio. Estou ansioso e curiosíssimo em ser hipnotizado. Espero que eu o seja e que surta o efeito necessário. Eu queria voltar a gostar de videogames e queria conseguir chegar nas mulheres que estou a fim (aka garota da noite), de forma simpática e sedutora. Se esses dois pontos forem solucionados, eu serei uma pessoa muito mais feliz, ou mais ainda, eu deixarei de ser eu para ser um eu que idealizo. Sempre idealizei ter a desenvoltura para chegar nas garotas que me despertam atração, novamente de forma simpática e sedutora. Minha autoestima não me permite tanto, mas talvez a hipnose me liberte disso. Tenho que elaborar com meu primo as diretrizes do que quero alcançar.

19h38. A hora de ir para o Bloco do Nada se aproxima. Vou ver a quantas anda a bateria do meu celular.

19h39. 97%. Puxa carrega rápido. Celular novo é cheio de vantagens. Hoje é o dia que testarei o Uber. Se for de fato para o tal do bloco. Gosto de olhar para os meus bonecos. Acho que nunca me cansarei de olhar para eles. Sei que é algo bobo e fútil, mas é também algo que me encanta. Acho que é o sonho infantil dos brinquedos que nunca me abandonou. Isso e os videogames. Mas não comprarei mais nenhum console e nenhum boneco na minha vida. Só mudo essa afirmação se voltar a gostar de videogames. Tudo depende dos poderes hipnóticos do meu primo-irmão, pois sozinho eu não consigo. Por mais que esteja me batendo uma vontade de jogar Switch agora. Enfrentar o shrine do Zeldinha e morrer umas cinco vezes para conseguir passar. O pior que eu não decorei como se dá o contragolpe do escudo. Espero que todos os contragolpes sejam no botão X, mais os comandos básicos correlatos. O problema é que estou com muito pouco sangue para as demandas de luta do jogo. E minhas armas são muito fracas. Na verdade, eu sou muito ruim no jogo. Por falar nisso, acho que miraculosamente a minha barra adicional de estamina aumentou. Tanto melhor. Vou deixar de falar de videogames. Eu tenho é que jogá-los, não descrevê-los. Falar de videogame é um saco para quem não entende, sei muito bem disso. Mas faz parte do meu universo de vida e não consigo evitar. Ainda mais com a inserção do Nintendo Switch nesse universo. Sei que vou ter que enfrentar um inimigo gigante dentro em breve e isso não me atrai nem um pouco. Se estou morrendo no desafio do shrine, imagine com o grandalhão. O pior é que eu acho que vou ter que acertar o seu olho. E suspeito que enfrentá-lo faça parte da história do jogo, pois ele tem uma chave em seu colar que fica piscando como os itens que preciso pegar. Ozzy. Não sei usar o arco-e-flecha direito. Mas voltando à realidade não virtual, ou semivirtual, visto que me comunicarei pelo WhatsApp com o meu primo-irmão, acho que o celular já carregou. Vou traças os contatos para ver se esse Bloco do Nada vai rolar ou não.

20h09. Tirei uma foto dos bonecos, mas não consegui boa luz na foto frontal, então tirei de um ângulo inusitado mas que mostra o caos que está o meu local de trabalho, se posso chamar o que faço assim.  





20h15. Meu primo-irmão, vai para um aniversário primeiro e talvez depois vá para o Nada, o que duvido, pois acho que o aniversário vá varar a madrugada. Gostaria de ir ao aniversário, mas sou uma pessoa muito distante do aniversariante e, portanto, seria visto mais como um intruso que um convidado. Não tem problema, fico com o meu Zeldinha e o meu Mario. Vamos ver se meu primo pergunta se eu quero ir para o aniversário. Acho difícil. Pelo menos lá, duvido que encontre a garota da noite. O calor impera no meu quarto-ilha. Taí, fiquei com vontade de ir a essa festa. Só porque não posso, é claro. Quero sempre tudo o que não posso. O proibido sempre me parece saboroso; que mania feia, seu Mário. É o espírito transgressor que carrego em mim. E que está bastante mais domado, diga-se de passagem. Gosto do olhar melancólico e ao mesmo tempo bondoso do Coisa, ele fala muito de mim. Não sei se sou eu que empresto esse olhar à estátua ou se realmente ela carrega essa expressão. Só sei que é assim que a percebo e ela me agrada mais dessa forma. Vou ligar o ar e jogar Zelda. E pegar Coca.

20h32. Peguei a Coca e vou reiniciar o meu computador para que ele se conecte ao som e eu possa ouvir a lista que criei no Spotify especialmente para jogar Nintendo Switch. O Zeldinha é um jogo bom para botar trilha sonora, pois ele é muito silencioso, raras são as vezes em que surge alguma trilha, elas são esporádicas e esparsas. Mesmo assim, tanto as músicas quanto os efeitos sonoros do jogo são fenomenais. Só ficou faltando as fanfarras quando se abrem os baús. Acho que porque haja tantos baús no jogo e seus conteúdos sejam de tão pouca relevância, optaram por não incluir a clássica e instigante vinheta sonora. Não acredito que não haja nenhum dungeon no jogo. Mas a aparência é de que não há, só os shrines que são como um dos desafios de um dungeon ou pílulas de dungeons. Por mais que tenha lido que há 120 deles espalhados pelo jogo, os dungeons são uma parte fundamental do que faz um jogo de Zelda ser um jogo de Zelda. Realmente revolucionaram nesse. Ou quem sabe a chave do monstrengo grandalhão seja a entrada para o primeiro dungeon? Talvez, talvez. Talvez descubra nessa sessão de Zelda. Ou será que começo com o Mario? Estou mais na vibe do Mario. Não estou é com saco de jogar agora. Queria ir para o aniversário ou ficar aqui escrevendo. Vou reiniciar o computador pelo menos.

20h50. Havia uma atualização do antivírus para instalar, estou esperando que esse processo termine.

20h53. Pronto. Reiniciar.

21h22. Morri no Zelda, morri no Mario e cá estou de novo. Me peguei pensando na relevância das pesquisas que mamãe e meu padrasto realizam e se é um bom emprego da verba do governo, lembrando as conversas que tive ontem com o meu amigo professor e o cara que trabalha na Fundação UFPE. Minha mãe e meu padrasto acreditam no que fazem e acreditam estar fazendo a diferença, acho que é isso que importa. E não é assunto em que eu tenha embasamento em ambos os extremos, recolho-me à minha ignorância, então. Algumas vezes a ignorância é realmente uma bênção. Sei que deveria bater na boca por falar tal heresia, mas não queria ter um dilema sobre a validade das pesquisas realizadas com tanta dedicação pelos outros habitantes da casa na cabeça. Pessoas que eu amo e cujo trabalho admiro profundamente. Tirei uma foto dos bonecos menores, visto que ficaram muito pequenos na outra foto. Ei-la. Vou pegar Coca. Foi bom ter dito que os amo. É verdade, sinto o amor dentro de mim.




Renato Russo canta que tem mais do que precisa. Às vezes me sinto assim. É até frequente. Noutras vezes, sinto que tenho exatamente o que preciso, que não preciso ter mais nada. De material, digo. A necessidade de uma namorada ainda me assombra. Ouvindo “Porcupine” no som pela primeira vez. Que música do caralho. Echo & The Bunnymen tem seu canto garantido no meu coração. É uma versão diferente da música, que onda. O Spotify novamente surpreendendo. Estou ouvindo a lista “Nintendo Switch”, o que me dá uma leve vontade de jogar de novo. Se tivesse dez flechas explosivas ao invés de três investiria no Zelda novamente. É incrível como os recursos são tão escassos nesse jogo. Hoje não queria estar numa parte tão importante do jogo. Hoje eu queria estar vagando pelas pradarias do jogo, andando ao léu. Se bem que eu posso fazer isso e depois me teleportar para essa mesma localização. A trilha está massa. Só coisas que eu amo tocando. Agora, “A Letter To Elise” do Cure. Não sei se é por conta do tamanho, deve ser, mas o Coisa me chama muito mais atenção que as duas outras figuras à esquerda. É uma massa visual que se destaca no meu campo de visão. Queria ter ido ao aniversário. Agora acho tarde para me insinuar. Nem faria isso. Não acho de bom tom. Se meu primo achasse que era um local adequado à minha presença teria me chamado. Acho que vou jogar o Mario na sequência certa. Essa coisa de voltar para a primeira fase não significa fases mais fáceis, como acabei de perceber. Seguir o caminho indicado pelo jogo me parece mais sensato. Assim vou me aclimatando à dinâmica do jogo e ganhando mais habilidade para navegar por fases mais avançadas, como parece ser o caso da primeira. Hoje vagarei pelas pradarias no Zelda, mas não agora. Smiths rolando. Fico impressionado que as figuras tenham chegadas intactas. Tenho que lembrar de agradecer à minha mãe pelo seu esforço em fazer isso. Aposto que a Red Sonja, minha última compra, vai vir toda desmontada, por ser a tendência irritante da Sideshow. Sei que isso permite poses e detalhes antes impossíveis em peças únicas, mas acho que rouba muito da mágica da figura. Que seja, ela é linda e é e será minha última aquisição do maravilhoso mundo dos bonecos. Tem uma coisa que gostaria de ter além de uma namorada e da vontade de jogar games, mais lances no Skeletor que coloquei em leilão. Espero que isso se dê. Senão, é a vida.

22h33. Mandei um e-mail para o meu irmão avisando-o do envio do Skeletor no sábado que vem. Desabafei minha preocupação com a lapada financeira do Hulk no mês que vem (e no próximo, quando chegar ao Brasil e tiver que pagar as tributações sobre ele) e falei do quanto apreciei a minha estadia lá. Vou tentar o Zelda mais uma vez. Vou passar do robô agora. Pelo menos essa é a meta.

22h47. Cheguei bem perto mas não foi o suficiente.

22h53. Cheguei bem perto outra vez. Estou começando a achar que peguei um shrine além das minhas capacidades. Mas tentarei uma terceira vez.

23h22. Desisti de enfrentar o shrine, preferi seguir a história do jogo, que se mostra até aqui um desafio mais fácil que o outro. Estão me incentivando a cozinhar no jogo. Botaram até uma panela no meu caminho. Acho que vou ter que dominar essa técnica agora. Mas entrei aqui não para falar do jogo, mas porque minha mãe achou o olhar do Coisa triste, o que talvez comprove que a impressão não é só minha. A mim me satisfaz esse outro olhar sobre o olhar da figura. É melancólico e não era para menos, ninguém pode ser feliz sendo uma aberração, tanto que seu nome é nada menos que Coisa. Quer nome mais aberrante que esse? Não é um ser humano, embora seja muito humano, é algo outro, uma coisa. É para ficar triste mesmo. É muito bom ter o Vaporfi de volta. Por mais que ele me dê umas crises de tosse muito estranhas.

1h47. Estava jogando videogames até agora. Vou dar uma olhada na internet.

1h50. Olha que máscara invocada a do Pantera Negra.





1h54. Os designers da Marvel são estupendos ou foram estupendos nessa fantasia. Os traços étnicos na máscara contam um pouco de quem é o personagem e deixam a máscara ainda assim cool. Eu achei as linhas da máscara realmente muito felinas. Em uma palavra, invocada. 

1h55. Mamãe chegou no quarto para cortar o meu barato. Quando a Coca acabar, eu vou dormir. A Coca da garrafa, digo. Falta pouco.

2h25. Passei mais um tempo na internet. Acho que vou tentar o Zelda mais uma vez.

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16h03. Tentei o Zelda mais algumas vezes sem sucesso. Tive outro ataque de semi-sonambulismo, quando dei por mim havia Coca-Cola dentro do Ovomaltine. Ainda bem que tinha pouco. Mas isso me preocupa. Me preocupa também o fato do Skeletor não está recebendo nenhum lance. É a vida. Estou ainda despertando. Minha mãe fala com a minha irmã pelo WhatsApp, eu acho.

16h25. Era e ainda é a minha irmã pelo WhatsApp. Falei com ela rapidamente. É cada dia mais custoso falar. Não estou a fim de escrever também. Eu estou com vontade de jogar Zelda, mas temo não conseguir passar de onde estou. Morrer dez vezes e não progredir. Acordei meio deprê hoje. Estou frustrado em como o leilão do Skeletor está se desenrolando. Só dois lances até agora.

16h56. Eu deveria ficar fazendo companhia a mamãe na cozinha, mas não estou com disposição. Não estou com disposição para fazer nada. Mas vou lá.

17h23. Fiquei lá na cozinha com a minha mãe. Comi. Bem. Aí me bateu o sono. Ainda não me adaptei ao calor. Liguei o ar. A barriga cheia aumenta mais ainda a vontade de nada fazer. Se mamãe for tirar um cochilo, farei o mesmo. Acho que vou tentar o Zelda de novo.

17h54. Eu definitivamente não peguei como é que se joga o Zelda. Basta apenas um tiro elétrico do inimigo para me matar. E há vários atirando em mim ao mesmo tempo. Talvez tenha chegado numa área que está além das minhas capacidades. Não sei. Sei que está muito frustrante. De volta ao meu quarto-ilha, sinto um profundo tédio e uma profunda vontade de nada. Meu deus, e essa é a minha vida, o que fazer dela? Espero que a hipnose pelo menos me devolva o gosto por videogames. Aí teria muito, muito, muito a fazer para preencher o meu tempo. Não me chamaria Raimundo, mas seria, sim, uma solução. Dá vontade de começar o jogo de novo. Se não já tivesse investido quase 20 horas nele.

18h15. Eu não quero jogar Zelda ou Mario. Isso é para lá de ozzy. Isso é algo, que embora pareça fútil e desimportante, toca num ponto crucial da minha vida. Eu vendi o Skeletor para ter esses jogos. Eu achei que eles me poriam de novo encantado e aficionado pelo mundo dos games. Mas não foi o caso. Pelo menos até agora. Estava até animado com os jogos nos EUA, mas cheguei aqui e fiquei bloqueado de novo. Que saco monumental. Continuarei tentando mesmo assim. Espero que o bloqueio não aumente por conta disso. Estou muito desapontado, o pior é que pensar em jogar os jogos me traz um sentimento negativo, ruim, no âmago de mim. Eu fico me questionando por que passar por estresse desnecessários. Eu acho que já poderia morrer. Não há mais nada que queira ver na vida. Ela para mim, nesse momento em que estou, não tem nenhum sentido ou utilidade. Não há aspirações ou desejos que tenha que me motivem a seguir em frente. É certo que não intento pôr um fim nela, não estou com ideário suicida, mas acho que vai ser extremamente tedioso aguardar por seu final. Estou pensando em cancelar o Hulk. E a Red Sonja. Não preciso realmente deles na minha vida. Mas isso tudo pode advir do funesto estado de espírito que me toma hoje. Tenho que decidir antes do dia 20. Estou num astral muito ruim hoje. Seria uma solução cancelar o Hulk, embora seja a figura que mais desejei na vida. Ah, como queria deitar, dormir e morrer. Queria que a vida viesse com um botãozinho de desligar/morrer. Meus dois únicos prazeres na vida são fumar o Vaporfi e beber Coca. É muito pouco. Esse prospecto da morte me põe mais corajoso para falar com a garota da noite. Se eu só tenho essa vida e ela se aproxima da morte e não tenho nada a perder, por que não falar com ela? Tentar amar mais uma vez? A projeção da situação me acovarda de novo. Quero morrer de forma indolor. Esse é o meu maior desejo hoje. Como disse, não é um dia bom. A volta para casa não me fez bem. Amanhã vai ser um dia melhor, quero crer. Estou quase cancelando o Hulk, isso me traria um imenso alívio. Ter o Hulk não faz o mínimo sentido para mim hoje.

18h51. Quando fui cancelar o Hulk, a seguinte tela apareceu. Não sei se interprete isso como um sinal. De toda sorte, vou protelar o cancelamento para amanhã.




18h53. Queria muito que a lojinha que minha mãe descobriu vendesse os meus bonecos. Há pelo menos uns cinco dos quais me desfaria sem problemas. Olhar para capa do jogo do Zelda me faz ter um pouco de vontade de jogar, mas é passageira. Continuo querendo deitar e morrer. Espero que isso passe. Não estou depressivo, embora essa seja a impressão, acho que estou apenas tomado por enorme vazio existencial. Não há nada que me instigue a continuar a minha breve jornada pela existência. Nem essas palavras às quais me agarro como à tábua da salvação. Só porque não me aperreiam, porque são fáceis, porque desabafo. Nossa, essa porcaria já está com dez páginas. De que eu não sei. Não lembro sinceramente. Acho que está muito ruim, mas a vida é como esses textos, às vezes muito ruim. E a minha não está ruim, só está profundamente tediosa. Eu olho para as fotos do Hulk e elas não me despertam encantamento nenhum. O que foi que mudou? Será que ter as figuras aqui? Se desistisse do Hulk, todos os meus problemas financeiros estariam resolvidos. Mamãe não teria mais o que reclamar de dinheiro comigo. Entraria um bom valor de crédito no meu cartão. O Switch estaria pago e a prateleira dos bonecos poderia ficar grande o suficiente para acomodar todos eles. Não queria morrer depois da minha mãe. Queria cancelar o Hulk e morrer. Acho que, a curto prazo só conseguirei a primeira vontade. Aliás, sei disso. Não vou morrer tão cedo. Ainda tenho muita vida para viver. Só por hoje infelizmente.

20h10. Me meti a jogar o Zelda e progredi, estou a meio caminho do meu destino e consegui matar alguns monstros no trajeto. Evitei aquele primeiro lugar que mencionei ser apinhado de monstros e segui adiante e adiante foi mais fácil... até agora. Dei uma pausa – e isso é fantástico no Switch (espero que ocorra) – você aperta o botão de power e ele entra em sleep mode, quando eu retorno, o jogo começa exatamente de onde parei. Achei outra panela e cozinharei alguma coisa para mim. Como não sou bom cozinheiro, filarei na internet pratos que me deem melhor custo/benefício. Pelo menos no caminho o jogo foi bonzinho e me encheu de flechas, então estou conseguindo matar certos inimigos à distância, do jeito que gosto. Não curto confronto direto, prefiro ser o sniper.

23h20. Joguei Zelda até quase agora, fui comprar Coca quando acabei a sessão antes de a pizzaria fechar (fecha de 0h00 e fica do outro lado da rua, muito conveniente). Ter jogado com prazer esse tempo todo levantou o meu astral. E as Cocas vão acabar com essas duas. Vou voltar para a minha dieta de água. Coca, só quando sair. Estou bem melhor que antes. Preciso voltar a gostar de videogames, o Zeldinha me conquista aos poucos, num ritmo mais lento que os antecessores. Ainda acho que não sobreviveria ao monte de inimigos do começo dessa parte da jornada, como não sei se sobreviverei ao inimigo que me espera no topo do monte. Mas estou mais animado a tentar. Estou quase com vontade de jogar Mario. Vou olhar para o Hulk e ver se o meu sentimento mudou. Mudou do repúdio para a indecisão. Estou dividido entre o desejo e o pragmatismo. Queria ter coragem de desistir. Acho que vou, se e quando o site permitir. Só falta ele ficar em conserto até o dia 25, o que seria muito suspeito. É bom que fique em suspenso enquanto ainda estou indeciso. Acho que este post, muito ruim por sinal, já deu, acho que vou para o Desabafos do Vate, nunca mais revisitei tais paragens. É um bom momento. Ou então tentar encarar o monstro de Zelda. Ou quem sabe a fase nova do Mario Odyssey. Descobrirei para onde minha alma aponta. A noite é uma criança, posso fazer os três.

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16h16. Na madrugada, só fiz escrever no Vate. 

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