segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A minha praia é a liberdade de expressão... e a do La Greca

Novo copo para a coleção!


Antes do que eu quero realmente dizer sobre o dia de ontem, vamos começar do começo. Fomos eu e meu primo-irmão, cadeiras e protetor solar para a Praia do La Greca. Lá chegando, achamos que o toldo de filó branco gerava um abafado muito grande e resolvemos sair debaixo dele e nos protegermos do astro-rei na sombra de uma placa na entrada do museu. Fomos acompanhando a sombra enquanto ela se movia junto com o sol até nos aproximarmos da rede que havia sido posta entre duas pequenas palmeiras. Foi mais ou menos quando nossa amiga Prisci chegou e a pessoa que ocupava a rede saiu. Meu primo e ela então passaram a disputá-la aguerridamente, bastando um se levantar para fazer qualquer coisa – ir ao banheiro, comprar chocolate nas Americanas do Plaza – para o outro tomar o posto nesta invenção que meu primo diz ser indígena. O dia foi manso, tranquilo, com pouco frequentadores devido à concorrência do carnaval que já espoca nos quatro cantos da cidade. Fiquei na Coca com muito gelo e revezando entre o meu canudinho e cigarros de verdade. Infelizmente, eu era o único fumante do trio, pois Prisci está sem fumar há uma semana (o cerco se fecha cada vez mais, ai, ai). Bom, chegando onde realmente quero chegar, foi aí que a vi, a Clementine do dia. Quando eu bati o olho, já a achei uma graça, mas quando ela fez um rabo de cavalo, me encantei de vez. Ela era alva com os cabelos lisos castanho-avermelhados, tinha um ajeito delicado e gracioso de se mover e... estava grávida. Quando constatei isso, deduzi o resto: filho, igual a pai, igual a marido ou companheiro, igual a chance zero para mim. E eu que estava feliz por me interessar por uma mulher, não por uma garota (embora ela tenha jeito de garota e um sorriso lindo). Apesar de tudo isso, tomei coragem e fui entregar-lhe o endereço do meu blog e disse que talvez ela aparecesse na próxima postagem. Ela perguntou-me a que se devia tal honra e eu respondi algo como “simplesmente por sua existência”. Confesso que uma pontinha de esperança permaneceu em mim, pois não vi por lá ninguém que me parecesse desempenhar o papel de seu consorte. Mas isso é devaneio, ele deve ter ficado em casa, no trabalho, num bloco, noutro canto qualquer. De qualquer forma, não pude deixar de achá-la totalmente encantadora, mesmo o andar com a coluna curvada para frente para carregar o barrigão emprestava-lhe graça. Meus companheiros obviamente fizeram chacota do cúmulo de platonismo que é se interessar por uma mulher grávida. Eu relevei e a apreciava sempre que ela não estava reparando e nenhuma ninfeta conseguiu desbancá-la dos meus pensamentos, mesmo tendo ido, após a Praia, a um bloco repleto delas no Poço da Panela. Pelo menos aqui, onde posso dizer tudo, ela está eternizada como uma especial Clementine enquanto a Google der suporte ao Blogger.

P.S.: se você realmente leu esta postagem como disse que faria, agradeço por tornar meu dia superiormente agradável e belo. E desejo sinceramente felicidades com o novo rebento.

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